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terça-feira, 5 de maio de 2009

O Brasil na Biblioteca Digital Mundial

A UNESCO lançou no dia 21 de abril, na sede da Organização, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial, um site na internet que oferece materiais culturais únicos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo, com acesso público e gratuito, sem restrições a esse material. Diversos países foram convidados a participar do projeto cedendo obras raras para serem digitalizadas e colocadas na rede. A Biblioteca Nacional brasileira, que tem o oitavo maior acervo do mundo e já foi elevada pela própria Unesco à categoria de Patrimônio da Humanidade, contribuiu, por exemplo, com a Coleção Thereza Christina, que reúne 42 álbuns e cerca de 1,2 mil fotografias antigas que pertenceram a dom Pedro II. Doou também 1,5 mil mapas dos séculos XVI a XVIII. A BDM tem sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, com conteúdo em vários outros idiomas. As ferramentas de busca facilitarão explorações transversais temporais e sobre cultura. Descrições de cada item e vídeos elaboradas por curadores especializados contextualizarão os conteúdos com o objetivo de incentivar o conhecimento sobre o patrimônio cultural de diferentes países. Os conteúdos da Biblioteca Digital incluem imagens de ossos de oráculos e epitáfios cedidas pela Biblioteca Nacional da China; manuscritos científicos árabes da Biblioteca e Arquivo Nacionais do Egito; fotos históricas da América Latina fornecidas pela Biblioteca Nacional do Brasil; o Hyakumanto Darani, publicação do ano 764 cedida pela Biblioteca Nacional do Japão; a famosa “Bíblia do Demônio” do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia; e trabalhos de caligrafia árabe, persa e turca de coleções da Biblioteca do Congresso dos EUA. A proposta para a criação da Biblioteca Digital Mundial (BDM) foi feita a UNESCO pelo bibliotecário do Congresso Americano, James H. Billington, em 2005. As instituições que contribuíram com conteúdos e expertise incluem bibliotecas nacionais do Brasil, Egito, China, França, Iraque, Israel, Japão, Mali, México, Marrocos, Países Baixos, Qatar, Federação Russa, Arábia Saudita, Sérvia, Eslováquia, Suécia, Uganda, Reino Unido e Estados Unidos. Será realizada uma campanha para aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano. Acesse o link.

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