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sábado, 27 de outubro de 2012

Palestra de Edgar Morin será transmitida ao vivo, pelo portal do SESC

As Edições SESC SP lançam a coleção Diários de Edgar Morin, com palestra do autor no Sesc Pompeia, dia 30 de outubro.
Teórico da complexidade, Edgar Morin pode ser considerado um dos principais nomes do pensamento ocidental, que reúne em sua trajetória de vida um denso trabalho sistemático de pesquisa, de interpretação, criatividade e de experiências vividas que marcaram o século XX e XXI.Na tênue espessura que não separa sua vida de sua obra, mas a intensifica, encontra-se a figura do humanista Edgar Morin. Aos 91 anos de idade, o intelectual evoca pelas palavras e pela livre linguagem, característica dos diários, as suas reflexões, memórias e experiências. Como aponta o Diretor Regional do Sesc São Paulo, Danilo Santos de Miranda, na apresentação de Chorar, amar, rir, compreender: “(...) em seus diários, (há) uma relação estreita e simples com o complexo, com a tessitura intrincada das relações humanas, discorrendo livremente sobre os dias e suas idiossincrasias, suas percepções sobre fatos políticos e econômicos no planeta juntamente com o corriqueiro viver.”.O lançamento da coletânea Diários de Edgar Morin, composta de três livros - Diário da Califórnia, Um ano de Sísifo e Chorar, amar, rir, compreender, conta com a presença do autor para um encontro com o público, no teatro do Sesc Pompeia, 30 de outubro, às 20h.  informações
:: Acompanhe a transmissão AO VIVO pelo Portal SESCSP
:: Durante a transmissão você pode compartilhar suas reflexões com a #EdgarMorin,
na cobertura online do Facebook/sescsp e Twitter/sescsp.
:: Em breve os livros estarão disponíveis na Loja Sesc das unidades e também para
compra online aqui
o que: Diários de um caminhante - Encontro com Edgar Morin
quando: 30 /outubro, terça-feira, às 20h
duração: 60 minutos
onde: Sesc Pompeia | Teatro | rua Clélia, 93 - 11 3871-7700

Também haverá transmissão em telão na Área de Convivência com tradução simultânea

Não há estacionamento no local, somente nas proximidades.
ingressos: Grátis
Distribuição dos ingressos na RedeSESC.

Tendo em vista que estão esgotados os ingressos para a palestra de Edgar Morin no teatro do Sesc Pompeia, será realizada a transmissão em telão e tradução simultânea na área de convivência com distribuição de ingressos.
A retirada de 1 ingresso por pessoa poderá ser feita em todas as unidades do SESC no estado de São Paulo até o dia 30/10, ou até o limite da capacidade (250 pessoas).
horário de funcionamento da bilheteria do SESC Pompeia
de terça a sábado das 9h às 21h
domingos e feriados das 9h às 19h
(os ingressos podem ser retirados em todas as unidades do SESC).

FONTE: http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=7814

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Universidade virtual 'descobre' o Brasil

Instituição apoiada pela ONU só cobra taxas de US$ 150 de alunos e implodiu custos graças a rede de voluntários

22 de outubro de 2012 | 7h 02
  • O Estado de S.Paulo
"Ganhei dinheiro suficiente, é tempo de retribuir." Com essa frase o israelense Shai Reshef explicou ao portal americano Huffington Post por que decidiu criar uma das maiores iniciativas de ensino online do mundo, a University of the People (Universidade do Povo ou, na sigla em inglês, UoPeople).


Escolhido em 2010 pelo Huff Post como uma das pessoas que estão "mudando o jogo" da educação e neste ano pela revista Wired como uma das 50 personalidades que estão transformando o mundo, Reshef fez fortuna como executivo. Transformou a Kidum israelense de um cursinho preparatório para exames em um gigante da prestação de serviços educacionais - ela foi comprada pela americana Kaplan em 2005 por mais de US$ 25 milhões.

Depois disso, Reshef doou US$ 1 milhão para o projeto da UoPeple, lançado em 2009 com apoio da Organização das Nações Unidas. Com cursos de Administração e Ciências da Computação, a universidade cobra apenas uma taxa de inscrição e outra para custear o processo de avaliação, no valor total de US$ 150. A UoPeople tem vivido dessas taxas e da doação de fundações como a de Bill Gates, graças a um modelo de baixíssimo custo, apoiado em professores voluntários de primeira linha.

Reshef, que participou na semana passada, no Rio, do Global Economic Symposium, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, planeja tornar a UoPeople sustentável a partir de 2015, sobrevivendo só com a receita das taxas, no que pode ser o primeiro modelo de negócio viável de uma instituição de ensino online. Nesta entrevista, ele falou sobre o interesse de firmar parcerias no Brasil:

Desde que o senhor lançou a UoPeople, houve várias outras iniciativas de ensino online gratuito, como Coursera e Udacity, ambos criados por professores da Universidade de Stanford. O que o sr. acha deles e como vê o atual estágio do ensino online?

A UoPeople apoia totalmente o conceito de Mooc (sigla em inglês para cursos abertos online massivos, criados para atingir grandes públicos) e o movimento de Recursos Educacionais Abertos (material e ferramentas de ensino com licença aberta de uso). Os Moocs representam a livre disseminação do conhecimento para o aperfeiçoamento da humanidade e são excelentes ferramentas de aprendizado.

A UoPeople se diferencia por ser uma universidade com currículo amplo que dá acesso a diplomas formais de Administração e Ciências da Computação. Os Moocs são bastante atraentes se a pessoa quer se aprofundar em um tópico específico ou deseja ver um professor renomado tratando de um tema, mas não abrem caminho para o diploma.
Outra distinção importante é o fato de que a UoPeople garante ao estudante atenção individualizada. Em vez de oferecer um só curso para milhões, quebramos os nossos em classes de 20, 30 estudantes. Isso permite ao instrutor fazer a supervisão e interagir com os alunos, algo básico no processo de aprendizado.

Qual é a situação atual do mundo no que diz respeito ao acesso ao ensino superior?

Milhões de pessoas em todo o planeta enfrentam obstáculos por limitações financeiras, geográficas, sociais e pessoais. Projeções da Unesco sugerem que até 2025 haverá um público de 98 milhões de jovens que precisam de ensino superior, mas não terão vaga nas instituições existentes.

O ensino online é uma maneira excelente de conseguir atender a essa demanda incrível por ensino superior - não só para atender demandas individuais, mas também para tornar o mundo um lugar melhor para todos.
Quais são os próximos passos da UoPeople? Vocês mantêm a meta de construir um modelo de negócios sustentável até 2015?

Embora não cobremos mensalidade, o ensino que oferecemos não é totalmente gratuito. Mas a UoPeople tem sido bem-sucedida em cortar quase todo o custo associado ao ensino superior. Não cobramos, por exemplo, por livros e material didático. Tudo o que pedimos é que o estudante pague uma taxa para entrar na nossa seleção, de US$ 50, e para bancar o processo de avaliação do seu curso, de US$100 - mesmo assim, só se eles puderem.

Precisamos de recursos no valor de US$ 6 milhões para chegar a 2015. Daí em diante, não apenas vamos nos sustentar integralmente com as taxas de avaliações como também poderemos ajudar a um número maior de estudantes que não podem pagá-las. Além disso, estamos criando um Portal de Minibolsas, o primeiro do gênero em qualquer universidade, no qual estudantes que não podem bancar as taxas podem contar sua história e pedir ajuda a nossos apoiadores que se interessam por patrocinar alunos.

Quantos estudantes, voluntários e funcionários vocês têm agora? E quais instituições apoiam a UoPeople?
Temos 3 mil voluntários e 1,5 mil estudantes de 132 países. Estamos ligados à Organização das Nações Unidas, à Escola de Direito da Universidade de Yale e à Iniciativa Global de Bill Clinton. Recebemos apoio de mais de 1 milhão de pessoas no Facebook e temos acordos de colaboração com a Universidade de Nova York, que identificou talentos entre nossos estudantes e os selecionou para seu câmpus em Abu Dhabi, e com a Hewlett-Packard, para oferecer estágios a alunos. Recebemos apoio de líderes de universidades como Oxford e de diversas fundações, entre elas as de Bill & Melinda Gates e do Google.

O que o senhor sabe sobre a educação no Brasil?

Sei o básico. Por exemplo, que os estudantes têm de passar por um processo competitivo para ter acesso ao ensino superior. Dos vários brasileiros que estudam conosco e compartilharam suas histórias, notamos que, além da gratuidade, um dos grandes motivos para escolher a UoPeople é a capacidade de se comunicar globalmente.
Temos depoimentos nessa linha: "Escolhi a UoPeople porque ela me oferece uma oportunidade de intercâmbio cultural, além de me ensinar a ser uma pessoa mais centrada. Se você quer ser especial, precisa fazer parte de algo especial".

Vocês planejam ter parcerias aqui no Brasil?

A UoPeople está aberta a parcerias em todo o mundo e está ansiosa por fechar acordos no Brasil, especialmente com gente disposta a patrocinar estudantes brasileiros.
O sr. mencionou em uma entrevista anterior a necessidade de se aperfeiçoar o ensino médio. Também disse que
achava que era uma tarefa urgente para governos e outras instituições trabalharem com níveis inferiores de educação.

Há progressos sendo feitos em relação a isso?

Quanto mais alunos se formarem no ensino médio, maior o número de pessoas que nós poderemos ajudar. Alguns governos até podem passar a considerar que o que fazemos na UoPeople tem potencial para ser aplicado nesse nível de ensino.

É correto, do ponto de vista de um governo, considerar o ensino gratuito de qualidade uma ferramenta para aumentar dramaticamente o Produto Interno Bruto (PIB)?

Não existe necessariamente uma correlação entre PIB alto e ensino gratuito. No entanto, há uma clara conexão entre PIB alto e altas taxas de acesso e frequência à universidade. Assim, deveria ser do interesse dos governos garantir taxas mais altas de acesso à universidade. Se as pessoas não conseguem pagar as mensalidades, o foco deveria ser garantir acesso ao ensino gratuito. Conhecemos diversos governos que estão olhando para o modelo que construímos na UoPeople como uma opção para lidar com essa situação.

Hoje, pelo menos aqui no Brasil, é muito comum ver autoridades e a sociedade em geral atribuir parte dos problemas do País à falta de instrução da população. Não faz sentido, nesse cenário, oferecer ensino online gratuito em larga escala?

Totalmente. Nós adoraríamos participar dessa missão tão importante - seja compartilhando nosso conhecimento ou oferecendo educação a mais brasileiros.

fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,universidade-virtual-descobre-o-brasil-,948933,0.htm
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