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sexta-feira, 29 de maio de 2009

Um dos criadores do Linux faz palestra no PAF/UFBA - BA

Um dos principais nomes na área de software livre, John "Maddog" Hall faz palestra hoje às 18h, no auditório B do PAF, em Ondina. Maddog é diretor-presidente da Linux Foundation (www.li.org). Considerado orador excepcional, desses que contagiam platéias, Maddog trabalha com informática desde 1969 - utiliza Unix desde 1977 e Linux desde 1994. Desde 1995 é diretor-presidente da Linux International, uma associação sem fins lucrativos patrocinada por empresas de grande relevância internacional na área de TI. Após terminar seus estudos, trabalhou com mainframes IBM na empresa Aetna Life and Casualty. Em seguida, tornou-se reitor da faculdade de Informática do Hartford State Technical College, onde os estudantes o apelidaram de maddog (“cachorro louco”), alcunha pela qual prefere ser chamado. Mais tarde, assumiu posição como administrador de sistemas nos Bell Laboratories, acabando por ingressar na Digital Equipment Corporation (DEC), onde trabalhou durante 16 anos. Nesse período, conheceu Linus Torvalds, a quem forneceu suporte para o desenvolvimento da versão do Linux para hardware baseado na arquitetura Alpha, de 64 bits.

FONTE: UFBA em Pauta

O QUÊ: Palestra com John Maddog Hall

QUANDO: 29/05, sexta-feira, às 18 horas

ONDE: Auditório B do Pavilhão de Aulas da Federação (PAF/UFBA), na Avenida Ademar de Barros, em Ondina

quinta-feira, 28 de maio de 2009

1o. Simpósio de Educação do Futuro - SP

A empresa Uniserv (http://www.uniserv.com.br), com apoio do Centro de Computação da Universidade Estadual de Campinas e das empresas TES e 3COM, convida você para o 1o. Simpósio de Educação do Futuro, que será realizado no dia 17 de junho, no auditório do CCUEC - Unicamp. A entrada é franca, mas necessita registro.

O objetivo deste evento é mostrar como a tecnologia pode agregar valor ao processo de ensino e aprendizagem por meio do uso de ferramentas e recursos interativos.

O evento contará com a palestra principal do Dr. Renato M.E. Sabbatini, presidente do Instituto Edumed, e ex-membro do Grupo de Educação a Distância da UNICAMP, que versará sobre a evolução tecnológica na sala de aula.

As ferramentas das palestras serão disponibilizadas para demonstração ao público. Serão demonstradas aplicações altamente inovadoras, como lousa eletrônica interativa, teclados individuais interativos wireless, e outras, e seu papel na classe moderna, presencial ou a distância.

A entrada é franca, mas necessita registro. Para inscrever-se no evento acesse o convite em
http://www.uniserv.com.br/mkt/conviteeventoedu.html

quarta-feira, 27 de maio de 2009

sábado, 23 de maio de 2009

7º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância

O 7º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância - SENAED acontece entre 23 e 31 de maio de 2009, com uma grande novidade: pela primeira vez, o evento será totalmente a distância!

O tema central do Seminário é a “Polifonia na Docência e Aprendizagem Online”, envolvendo os diversos canais e as diversas vozes que participam da educação online. As atividades serão realizadas tendo sempre como referência os conceitos de interatividade e bidirecionalidade.

O evento envolverá inúmeras atividades síncronas e assíncronas em diversas plataformas, como: listas de discussão por email, ambientes virtuais de aprendizagem, redes sociais, blogs, wikis, podcasts, vídeos, videoconferências, rádio, televisão, games e mundos virtuais.

Um dos objetivos do 7º SENAED é demonstrar, na prática, como essas diferentes ferramentas podem ser adequadamente utilizadas na educação a distância. O evento pretende, também, discutir o grau de proximidade que é possível alcançar com essas ferramentas e tecnologias entre os diversos personagens que participam da EaD.

Entre os debates, um interesse especial será dedicado à formação para a docência online e ao personagem “tutor”, incluindo sua contratação, remuneração, formação e qualificação.

Ainda teremos a discussão de outros temas, dos quais podemos destacar o papel do MEC na regulação da EaD; a situação da UAB - Universidade Aberta do Brasil; a validação de cursos de mestrado realizados no exterior; pós-graduação stricto sensu à distância; a qualidade dos cursos desenvolvidos na modalidade a distância e a introdução da EaD no ensino fundamental e médio.

As atividades envolverão palestrantes e moderadores que se destacam na prática e reflexão sobre EaD, contando com o apoio de diversos polos distribuídos pelo país. Os trabalhos e palestras apresentados durante o evento, assim como o resultado das discussões e construções coletivas, serão publicados no primeiro número da Revista da ABED, a ser lançada durante o 15° CIAED.

Importante: O 7º SENAED será gratuito, com muitas atividades abertas, mas para se inscrever, participar de algumas atividades fechadas e ter direito ao certificado, você precisa ser associado à ABED.

Confira as informações no site do evento, http://www.abed.org.br/seminario2009/

Contamos com a sua presença! E divulgue à sua rede de contatos.

Realização: ABED
Coordenador: João Mattar (Universidade Anhembi Morumbi)
Comissão Organizadora: João Mattar (Universidade Anhembi Morumbi), Eliane Schlemmer (Unisinos) e Marco Silva (Estácio/UERJ)

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ONU apresenta a 1ª universidade global online e gratuita

A ONU apresentou hoje (terça-feira) a primeira universidade global online e de matrícula gratuita, com a qual tratará de impulsionar o acesso à educação superior dos estudantes das regiões menos desenvolvidas do mundo.

Este novo projecto educativo, chamado a Universidade do Povo, surge no âmbito da Aliança Global da ONU sobre Tecnologia de Comunicação e Desenvolvimento (GIAD) para ajudar a colmatar as brechas internacionais em matéria de educação com o recurso às novas tecnologias.

«Para centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, a educação é um sonho que não se pode tornar realidade», disse numa conferência de imprensa o fundador da Universidade do Povo, Shai Reshef.

(Fonte: Diário Digital / Lusa - 19/05/09
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=18&id_news=389047 )

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Ensino a distância cresceu 1.175% em quatro anos

Governo agora aperta a fiscalização para superar má qualidade de avaliação e excesso de alunos por professor

Demétrio Weber escreve para “O Globo”:

A educação a distância é a modalidade que mais cresce no ensino superior brasileiro. Em 2008, o número de estudantes de graduação chegou a 760.599, um aumento de 91% em relação a 2007. Nos últimos quatro anos, de 2004 a 2008, o salto foi de 1.175%.

Embora os cursos a distância atendam o equivalente a apenas um sexto dos alunos presenciais, eles avançam num ritmo de fazer inveja às faculdades tradicionais. O dado mais recente do Ministério da Educação relativo a cursos presenciais é de 2007, quando havia no país 4,8 milhões de estudantes. Na comparação com o ano anterior, isso representa crescimento de 4,4%. No período 2004-2008, as matrículas presenciais aumentaram meros 17%.

— O ensino a distância democratiza o acesso ao ensino superior — diz o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielschowsky.

O presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Fredric Michael Litto, aposta que essa modalidade é o caminho para a expansão do ensino superior. Ele lembra que só 12% dos jovens de 18 a 24 anos estão na universidade, índice inferior a países como Argentina, Chile e até
mesmo Bolívia.

— A educação a distância representa uma possibilidade de mudar esse quadro, saltando dos 12% ou 13% atuais de cobertura para 20% ou 25% — diz Fedric, professor aposentado da Universidade de São Paulo (USP).

Entre as vantagens do ensino a distância estão a possibilidade de levar cursos de graduação a municípios onde não há professores, a flexibilidade de horários e o valor mais baixo das mensalidades. Em contrapartida, disciplina e motivação dos alunos precisam ser maiores.

Bielschowsky e Fedric dizem não duvidar da eficácia, em termos de aprendizagem, dos cursos a distância. Ao cruzar resultados do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), substituto do Provão, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) constatou que alunos a distância tiraram, em média, notas mais altas do que os colegas de cursos presenciais. Isso ocorreu entre formandos de administração e matemática.

Para entidade, é preciso “ordem no galinheiro”

Mas nem tudo funciona. Entusiasta das novas tecnologias, o secretário Bielschowsky quer evitar a proliferação de cursos de baixa qualidade e deu início à supervisão das universidades que oferecem a modalidade.

Desde 2008, 23 instituições entraram na lista de fiscalização de 320 professores que percorrem o país para avaliar in loco o ensino ofertado. O resultado é a assinatura de termos de compromisso, com prazo de um ano para melhorias. Entre os principais problemas estão deficiências na avaliação, falta de contato dos alunos com professores, baixa qualidade do material didático e o número excessivo de estudantes por docente. Enquanto a média internacional é de 130 alunos por mestre, o MEC descobriu cursos onde a proporção superava mil por l.

O presidente da Associação Nacional de Universidades Particulares (Anup), Abib Salim Cury, apoia a cobrança de mais qualidade, mas critica a falta de diálogo com o setor e culpa o governo pelo descontrole: — Largaram ao Deus dará. Tem que botar ordem no galinheiro, só que agora fica mais difícil. Como sempre, começaram a agir sem diálogo, contra as boas (instituições) e as ruins.

Após anos de discussão, a USP decidiu lançar seu primeiro curso de graduação à distância: licenciatura em ciências (formação de professores), com 300 vagas e início em setembro.

Cursos têm formatos distintos

A Universidade de São Paulo (USP) criou uma plataforma própria para apresentar os conteúdos na internet e fazer a interface com os alunos.

Já a Universidade Norte do Paraná (Unopar), a maior do país em número de alunos, aposta nas teleaulas: de um estúdio, o professor fala — e aparece em telões — para milhares de estudantes espalhados por centenas de municípios. A Unopar atende 108 mil estudantes.

A USP planeja realizar atividades práticas todos os sábados, em seus campi na capital e no interior.

A Universidade de Brasília (UnB) também dá importância às atividades presenciais: na cidade-satélite de Ceilândia, os encontros costumam ser semanais.

Mas a Faculdade de Administração de Brasília, instituição particular com nota máxima no Enade, promove só reuniões mensais.

O presidente da Associação Brasileira de Educação a Distância, Fredric Michael Litto, é contra a obrigatoriedade de encontros presenciais, em análise no Congresso. O fundamental, diz, é a qualidade do material didático e o atendimento dos professores.

(O Globo, 10/5)

domingo, 10 de maio de 2009

A educação a distância passada a limpo

08/05/2009 - Debora Thomé

Para Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de Educação a Distância do MEC, o fechamento, no final do ano passado, de 1.337 pólos de cursos de graduação a distância revela como a oferta desta modalidade de ensino no
país estava desqualificada. "Nós estamos salvando a educação a distância", justifica, ao explicar estas e outras medidas que vêm sendo adotadas pelo Governo

Exatos 1.337 pólos de cursos de graduação a distância foram fechados pelo Ministério da Educação (MEC) em todo o país, no fim do ano passado.
Os centros de apoio aos alunos não eram registrados no Ministério e, segundo o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, "estavam com oferta muito desqualificada". Em alguns faltavam laboratórios, bibliotecas e até mesmo coordenadores.

"Nós não estamos forçando a mão na qualidade. Muito pelo contrário: estamos salvando a educação a distância." Bielschowsky admite ser difícil produzir cultura de informática nas escolas. Mas acredita que o ProInfo Integrado (Programa Nacional de Formação Continuada em Tecnologia Educacional), sistema criado pelo MEC cujo principal objetivo é promover o uso pedagógico das diversas mídias eletrônicas nas escolas públicas de todo o Brasil, vem atendendo às expectativas do governo federal.

"Entendemos que o laboratório de informática na escola é uma lan-house do projeto. Nós queremos que o aluno tenha essa independência no acesso à internet, e que as escolas dirijam essa independência do aluno", disse.

Na entrevista, o secretário ainda fala sobre o futuro da EAD no país, o crescimento da Universidade Aberta do Brasil (UAB), a implantação do e-Tec (Sistema Escola Técnica Aberta do Brasil) e o sonho de erradicação do analfabetismo digital em todo o território nacional.

O que 2009 promete para a Educação a Distância?
A Universidade Aberta do Brasil (UAB) participará muito ativamente de um processo que será sediado na Capes: oferecer a cada cidadão brasileiro um passo a mais na formação. Temos professores que não são graduados e professores com graduação fora da área em que atuam. Vamos oferecer uma segunda licenciatura, formação pedagógica e especialização. A ideia é que todos os professores de instituições públicas brasileiras possam dar um passo a mais na sua formação profissional e, no futuro, fazer mestrado e doutorado. Dezenove estados já fizeram seus planos envolvendo as universidades públicas, com oferta de 360 mil vagas gratuitas nos próximos dois anos para a primeira licenciatura, a segunda licenciatura e na complementação pedagógica. Essas vagas são presenciais e a distância. Além disso, estamos desenhando, junto com o MEC, cursos de especialização em todas as áreas para poder oferecer esse passo a mais para quem está na sua área. A Capes será o lugar onde isso tudo vai se sedimentar.

Qual o futuro da educação a distância no Brasil?
A escola brasileira precisa melhorar e para isso é preciso ter alguns componentes principais, como gestão, infra-estrutura, carreira e formação de pessoas. A gestão está sendo trabalhada com algumas descentralizações do MEC para estados e municípios; a carreira conta agora com o piso nacional e, finalmente, esse passo a mais para as pessoas, está no caminho certo; e um outro problema público que está sendo trabalhado fortemente pelo MEC é a questão da gestão pública. A UAB está crescendo e tem um forte programa voltado para administração pública em alguns cursos. Uma outra parte, que já está totalmente na Seed, é fazer com que o processo de educação a distância tenha qualidade no Brasil, que é de responsabilidade da secretaria.

O senhor acredita que o futuro da educação está mesmo no mundo virtual? O ambiente de aprendizado passará a ser qualquer um, e não mais apenas os bancos escolares?
O futuro da educação não está nem na educação presencial, nem na educação a distância. No futuro será difícil distinguir o que será presencial e o que será a distância. Nas universidades americanas, como a de Maryland, por exemplo, que visitei recentemente, o aluno não é do ensino presencial ou a distância; ele é aluno da universidade. Nos cursos presenciais, em Portugal e em outros países, já se está usando muito as tecnologias de ensino a distância nos cursos presenciais. A tendência é que aconteça aqui no Brasil também, e mais rápido do que esperamos. A educação a distância começou num modelo europeu nas universidades da América Latina, muito baseado no papel, que é o modelo da Uned espanhola. Foi introduzido o que hoje chamamos de ‘blended learning’, que é um modelo misto de presencial e a distância, que está crescendo cada vez mais. Acho que o futuro será de uma convergência total. Pessoalmente, gosto dessa mistura. Os cursos que criamos aqui no Rio foram assim, a UAB também tem esse parâmetro. Isso é bom porque há alunos que precisam de mais presencialidade e outros que vão muito bem só virtualmente. Quando você vai para cursos de especialização, no entanto, o mundo virtual, para quem já é mais preparado para isso, passa a ter um peso maior. Provavelmente, a parte presencial, nesses casos, vai diminuir cada vez mais.

A adoção da EAD em tantas políticas públicas já conseguiu reduzir o preconceito contra a modalidade? Temos ouvido que o mercado de trabalho ainda não tem uma boa aceitação de graduados em EAD...
É preciso tomar um certo cuidado com isso. Você tem gente formada no ensino presencial que tem muita aceitação no mercado de trabalho por causa da universidade onde ela foi formada. Outras, ao contrário, têm pouca aceitação. Na educação a distância vai ter a mesma coisa. Mas, por outro lado, é preciso ver que algumas pessoas que fizeram suas graduações a distância estão passando nos primeiros lugares em concursos públicos. O mercado de trabalho vai perceber que os alunos formados em educação a distância nas boas instituições têm boa autonomia, e tendo mais autonomia eles apresentam características profissionais importantes para o trabalho de uma empresa. Na Espanha vi anúncios em jornal que procuravam advogados formados exclusivamente na Uned. Lá, a cultura já está instalada há muito tempo. A Uned é uma instituição que notoriamente cobra dos seus alunos, que saem de lá mais autônomos.

A tendência é que os empregadores sigam o mesmo caminho por aqui?
Acho que é uma questão de cultura, de tempo. Por isso é muito importante informar que estamos regulando o sistema de educação a distância aqui no país, supervisionando os cursos, para que eles tenham qualidade e não chegue gente no mercado de trabalho mal formada. Não tenho dúvida de que na hora em que o mercado de trabalho tomar contato com essas pessoas que tenham o mesmo conteúdo que oferecem os melhores cursos presenciais, mas que têm maior autonomia pelas características que os cursos a distância acabam conferindo aos seus egressos, vai achar ótimo. No Enade, por exemplo, onde foi possível comparar o desempenho dos alunos que começaram e terminaram o curso, tivemos casos em que os dos cursos a distância foram melhores e outros em que os de cursos presenciais foram melhores. É um outro indicador de que eles estão indo muito bem, porque não houve tanta discrepância assim entre um modelo e outro.

Que balanço a Seed faz sobre a EAD após a divulgação das estatísticas do Censo de Educação Superior 2007?
O Brasil, em 2002, tinha perto de 20 mil alunos em EAD. Em seis anos passou para 750 mil alunos. Foi um passo muito grande que hoje envolve 110 instituições públicas e privadas, sendo que algumas delas cresceram talvez rápido demais. Desses 750 mil alunos, cerca de 60% estão em 12 instituições. São credenciadas, mas como esse ainda é um processo que ainda não está sedimentado no Brasil, recebemos muitas denúncias de que não havia a qualidade necessária em muitos cursos. Nós instauramos um processo de fiscalização do sistema, em todo o sistema, nas particulares e nas públicas. Em cada instituição levantamos um conjunto de elementos para fazer uma análise, instituição a instituição, e emitimos uma nota técnica mostrando as diversas fragilidades. Umas têm mais, outras têm menos. Essas instituições fazem um termo de saneamento técnico durante um ano. Estamos agora com cinco instituições que já assinaram o termo de saneamento, três sendo feitos e estamos agora colhendo dados e reanalisando outras oito que já passaram por esse processo. Isso é um choque de qualidade no sistema. O sistema tendia a ter uma qualidade baixa em alguns casos, sistemas que pareciam franquias que estavam começando a se instalar. Fechamos muitos polos também. Continuamos a fazer esse trabalho de restringir a atuação desses lugares que não oferecem qualidade.

Pois é: no fim do ano passado o MEC fechou 1.337 polos de cursos de graduação a distância em todo o país. Como a SEED viu as críticas depois dessa medida?
Nós não estamos forçando a mão na qualidade. Muito pelo contrário: estamos salvando a educação a distância. Nós tínhamos denúncias, uma competição cada vez mais agressiva entre a oferta, baixando custo e qualidade. Não tenho a menor dúvida de que com as ações que temos feito estamos trabalhando para que a oferta seja mantida com qualidade e mediando o que poderia ser uma competição sem regras. O que estamos exigindo é fácil de entender: conteúdo compatível com o curso de graduação; avaliação feita para valer, com prova corrigida por um professor na universidade para evitar que alunos do último período de Letras mandem e-mail para a Seed com ‘nós vai’, como já ocorreu; condições democráticas para que o aluno possa desenvolver seus estudos, como uma sala com computadores com acesso à internet, biblioteca e laboratórios, ou seja, tem que ter infra-estrutura e atendimento, porque o aluno a distância precisa estar mediado dentro desse processo educacional.

Há alguma resistência por parte da Seed, ou pessoal sua, de que o ensino em EAD ocorra de forma 100% a distância, isto é, sem a parte presencial, como defendem muitas instituições de ensino?
Temos um leque de modelos pedagógicos que vão do muito presencial ao virtual. No Cederj, por exemplo, o aluno pode optar se quer fazer seu estudo semi-presencial ou virtual, com as atividades de laboratório naquelas áreas que assim necessitem. Mas ele pode fazer um dos dois. Em outros casos os processos pedagógicos não dão essa opção, o que não deixa de ser uma exigência das universidades. Pode ser um processo com mais tecnologia ou mais presencial. Dá para medir isso. E um curso com bastante tecnologia é caro de manter. Mas porque o processo pedagógico está todo na internet e é caro, não significa que ele está fazendo bem ao aluno, que é a ponta principal desse processo.

Mais especificamente, como o senhor vê as críticas da Abed, que afirma que o MEC tem uma visão única e estreita sobre o que seja qualidade em EAD?
Acho que é totalmente legítimo a Abed fazer o questionamento, assim como a comissão da Câmara e outros representantes da sociedade civil. O presidente da Abed, Fredric Litto, no início, estava com esse posicionamento. Mas mostramos para ele os elementos que nos nortearam e ele mudou de opinião. Ele concordou que, por exemplo, é impossível admitir que uma instituição ofereça um curso de graduação cujo conteúdo é menos da metade do conteúdo esperado. É impossível admitir que uma instituição tenha um processo de avaliação, como nós vimos, que na realidade boa parte é feita pelo tutor na ponta com notas todas nove e dez, seguida por uma prova de múltipla escolha com média nove. Ou os alunos eram brilhantes ou esse processo de delegar a atribuição da nota ao tutor, que era amigo do aluno, não funcionava a contento. Identificamos outros elementos, outras fragilidades. Nossa impressão é que deixando claros todos esses elementos que nortearam nosso processo de revisão nós conquistamos a confiança, não só do Litto, mas também da Câmara, onde mostramos todo esse processo em uma audiência.

O sr. teme que ocorra, a exemplo do ensino superior privado, uma expansão desfreada da EAD sem controle mínimo de qualidade? Como evitar isso? O setor carece de mais qualidade e fiscalização?
O próprio MEC fazia essa fiscalização das instituições de ensino a distância. Mas o MEC já cuida da qualidade de muitas instituições. Então, essa atribuição passou para a Seed. O primeiro passo para estabelecer os referenciais de qualidade foi discutir com a sociedade. Criamos também instrumentos de credenciamentos de polos, de cursos, de regulação, passamos pelo CNE e aí chegamos aos critérios que podem ser acessados na nossa página na internet. Depois disso, passamos para a supervisão. E vamos em frente. Está dando certo. Acho que teremos uma pequena retração do crescimento da oferta, este ano, talvez por conta dessa fiscalização toda. Mas é preciso deixar claro que ele tem dobrado a cada ano e que talvez neste ano ele não dobre. O que é bom. Tem que dar uma segurada para ter qualidade. É preciso ressaltar, no entanto, que temos muitos lugares oferecendo bons cursos de graduação a distância. No Rio o destaque é o Cederj, entre as públicas. Nas particulares também. Não é questão de generalizar. É que algumas instituições saíram de zero alunos para 100 mil alunos em quatro anos, sem o quadro docente necessário.

Qual o perfil ideal do estudante desta modalidade: quais devem ser suas aptidões e requisitos?
Vou responder com uma outra pergunta: o que a educação a distância tem de diferente da presencial? Ela vai trabalhar a metodologia do estudante de tal maneira que ele possa fazer um processo mais autônomo de construção do conhecimento. E no nosso entendimento, deve oferecer ao estudante um ambiente onde ele possa interagir. Isso funciona bem para quem se adapta a esse tipo de metodologia. Para quem está mais atrelado ao processo ensino-aprendizagem, acho que o modelo presencial funciona melhor, porque ele vai acabar quase precisando ser empurrado lá no ensino a distância. Se a pessoa sente a necessidade de um convívio maior, melhor fazer um curso presencial. Agora, se trabalha e tem dificuldades de deslocamento, pode optar pelo ensino a distância, mas com o máximo possível de atividades presenciais. Resumindo, depende de dois fatores: primeiro, a disponibilidade que o aluno tem para se deslocar. Segundo, se tem uma instituição de qualidade perto dela. O terceiro dos dois motivos (risos) seria como ele funciona psicologicamente: se consegue se adaptar, se consegue ficar menos dependente de estar na sala de aula fisicamente ou se gosta mais de estar lá presencialmente.

O papel do tutor, nesse caso de adaptação ao sistema de ensino-aprendizagem, é muito importante...
O papel do tutor transcende isso. Não é porque ele conquistou a autonomia que ele não vai interagir com o tutor. Mas nessa fase de transição o papel dele é muito importante, porque além de ele agilizar o processo de ensino-aprendizagem, de interação com as pessoas, ele também é responsável por ser motivador. Mas depois que a pessoa adquire autonomia o tutor é fundamental para a fixação de conteúdo, para quem tiver dificuldade em alguma coisa. É um ensino não-passivo. Ele é mais ativo do que no ensino presencial e isso está na origem do modelo. É, aliás, uma das grandes contribuições do ensino a distância como um todo, até para o presencial mesmo. As pessoas que participam do processo de ensino a distância na UFRJ, na UFMT, na Federal do Rio Grande do Norte, para citar algumas, passam a ter uma outra visão da pedagogia do processo a distância. Tem casos em que o tutor, porque é professor no modelo tradicional, quer dar aula. Então, isso não é bom, porque tutor não dá aula. Para ser tutor, na verdade, é preciso ter capacitação, e isso quem faz é a universidade. A pessoa é especializada naquela determinada área e é, então, capacitada para atuar no processo de ensino-aprendizagem. Esse é um elemento importante que nós estamos exigindo no nosso processo de regulação dos cursos a distância.

O que há de semelhante entre a UAB e o e-TEC?
O e-Tec é uma outra iniciativa que está começando. Mas UAB e e-Tec são coisas muito parecidas. Inclusive, estamos usando muitas das experiências com a UAB na e-Tec. A idéia é poder ter um locus onde o aluno vá fazer as atividades laboratoriais presenciais. Estamos construindo carretas para poder agregar a esse loco alguns laboratórios específicos. Dessa forma você tem em um determinado estado um curso com atividades em mecânica e um laboratório sofisticado que atende à oferta em quatro lugares de maneira itinerante. Esse projeto envolve os Cefets, as escolas técnicas estaduais e as secretarias estaduais. Estamos na primeira fase do edital, selecionamos instituições para as três fases. Nessa primeira fase, que está sendo implementada, já temos cerca de 20 mil alunos e até julho chega a cerca de 50 mil em 12 áreas, divididas por muitos cursos. Mas ainda é um projeto experimental. É muito importante fazer tudo isso com muito cuidado, porque essa é uma ferramenta poderosíssima, mas não podemos queimar etapas. Este é um semestre de avaliação e o segundo semestre será para preparar para no ano que vem crescer mesmo.

Existe a meta para que, até 2010, todas as escolas brasileiras com mais de 50 alunos tenham computador com internet: acredita que ela será alcançada?
A Seed é a responsável por esse projeto, o ProInfo Integrado. Construímos esse projeto olhando de forma integrada, trabalhando junto com estados e municípios. Não é uma coisa do tipo vamos entregar o computador, depois manda o conteúdo. O que precisava para que fosse mudada essa cultura de conteúdo de informática nas escolas públicas brasileiras? Chegamos à conclusão que seriam necessários infra-estrutura, capacitação e conteúdo. Não basta ter um ou outro; é uma equação que tem vários fatores. Na infra-estrutura é impressionante o que está acontecendo. É a maior compra de computadores já feita no Brasil. Nós já contamos com 20 mil laboratórios e neste ano vamos instalar provavelmente mais de 30 mil.

Como se dá essa articulação do MEC com os governos estaduais e municipais? A parceria está funcionando?
O ProInfo Integrado tem uma comissão que conta com um coordenador estadual, nomeado pela secretaria estadual, e um representante das prefeituras, que é o coordenador municipal, além do MEC. Essa família ProInfo está se articulando bem. Um outro elemento importante são os núcleos de tecnologias educacionais estaduais, que são 440 até agora, e já estamos fomentando a criação dos núcleos municipais. Entendemos que o laboratório de informática na escola é uma lan-house do projeto. Nós queremos que o aluno tenha essa independência no acesso à internet, e que as escolas dirijam essa independência do aluno. Acho que é para isso que serve o laboratório de informática nas escolas: para fazer uma alfabetização digital para minimizar cada vez mais essa situação de exclusão digital no Brasil, mas que ao mesmo tempo essa tecnologia da informação da comunicação possa servir para o desenvolvimento da autonomia do estudante.

Como é que as escolas fazem para receber o laboratório? O MEC faz algum tipo de exigência?
A exigência é mandar foto do lugar preparado porque soubemos que em alguns casos nós mandávamos os computadores e eles ficavam encaixotados, até com saco de batata em cima. Fomos aprendendo com o processo. Hoje, qualquer escola pública brasileira que apresente as condições mínimas exigidas pode receber o laboratório. No laboratório rural não precisa de nada: só uma sala. Os computadores são todos wireless. Nas escolas urbanas já praticamente chegamos a 55 mil laboratórios com sete máquinas com 15 acessos e um servidor. Cada máquina tem três possíveis acessos; se duas máquinas quebrarem, ainda atendem a 15 alunos. Além disso, estamos trocando todos os laboratórios antigos.

O acesso à internet nas escolas já está 100% por banda larga?
O próprio presidente Lula, junto com seus ministros, resolveu o problema de acesso à internet com o programa Banda Larga nas Escolas, que no ano passado colocou 18 mil ligações, este ano colocará mais 22 mil e em 2010, mais 12 mil. Até o fim deste ano, 80% das escolas da rede pública brasileira estarão conectadas à internet por banda larga. Até o fim do ano que vem, todas as escolas públicas em zona urbana estarão conectadas por banda larga. Todas as escolas urbanas com mais de 50 alunos também receberão banda larga. Estamos tentando mais pontos para descer isso a escolas que tenham mais de 20 alunos através do Gesac (programa do governo federal que tem como meta disponibilizar acesso à internet e mais um conjunto de outros serviços de inclusão digital a comunidades excluídas do acesso e dos serviços vinculados à rede mundial de computadores). Isso significa que até o fim de 2010, 94% das escolas públicas brasileiras estejam com pelo menos um laboratório de informática com acesso à internet por banda larga. Além disso, estamos reconhecendo que as escolas que têm mais alunos precisam de mais laboratórios e estamos mandando mais laboratórios. É uma questão gigantesca, mas que está acontecendo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Inscrições abertas para o 7º SENAED

"Polifonia na Docência e Aprendizagem Online"

Estão abertas as inscrições para o 7º Seminário Nacional ABED de Educação a Distância - SENAED, que acontece de 23 a 31 de maio de 2009. Este ano, em caráter experimental, o evento e será realizado totalmente a distância!

Para se inscrever, acesse: http://www.abed.org.br/seminario2009/inscricoes.htm

Mais informações no site do evento: http://www.abed.org.br/seminario2009/

Prazo para envio de trabalhos é prorrogado

Foi prorrogado ao dia 15 de maio o prazo para os autores enviarem seus trabalhos científicos, afim de apresentá-los no 15º Congresso Internacional ABED de Educação a Distância.


O evento acontece de 27 a 30 de setembro de 2009, na cidade de Fortaleza (CE), e terá como tema "A Procura de Inovações no Processo Ensino-Aprendizagem em EAD - Identificando e Disseminando Inovações em Educação a Distância".

Os autores interessados devem conhecer as instruções para submissão, acessando a página http://www2.abed.org.br/noticia.asp?Noticia_ID=416

Não perca esta chance, participe!

Fonte: Informativo Digital da ABED, n. 358

Especialistas rejeitam projeto que prevê aulas presenciais em cursos a distância

Aconteceu no 06 de maio de 2009, na Comissão de Educação e Cultura do Senado Federal, presidida pelo Senador Flávio Arns, uma Audiência Pública sobre o projeto de lei, nº O118 de 2004, para assegurar aulas presenciais e periódicas nos cursos de educação à distância.

Participaram como expositores Paulo Alcântara Gomes, Reitor da Universidade Castelo Branco do Rio de Janeiro, representando o CRUB; Marcos Formiga, Vice-Presidente da ABED e Carlos Eduardo Bielschowsky, Secretário de Educação a Distância do Ministério da Educação - MEC.

A intervenção do representante da ABED, aqui será resumida para que seus associados saibam com clareza como a sua Sociedade analisa a questão.

"A obrigatoriedade de aulas presenciais, em cursos de EAD, significaria um grande retrocesso, se vier a ser aprovada pelo Senado Federal, e sua subseqüente homologação transformaria o promissor universo da Educação Flexível em educação inflexível.

Não discordamos da utilização de momentos presenciais em algumas poucas oportunidades ao longo de um curso de EAD. Mas, a obrigatoriedade contraria toda a prática internacional da bem sucedida experiência em EAD. Ela se consagrou sem a necessidade da prática presencial; daí a essência da natureza da EAD que ao longo de sua experiência de quase dois séculos, progressivamente, se libertou do determinismo de espaço e tempo.

Para reforçar esse raciocínio vide o crescimento de Educação Distribuída (gráficos I e II), que inclui a Educação Presencial ou face a face, que utiliza EAD e TICs. Os praticantes e entusiastas em EAD não recomendariam, em nenhuma hipótese, a obrigatoriedade do uso em sala de aula de meios e métodos próprios da EAD; suas utilizações devem partir da decisão autônoma da instituição-provedora, do professor, de demandas dos próprios alunos; nu nca da obrigatoriedade advinda de uma legislação educacional coercitiva e totalmente descabível. Espera-se que o bom censo dos parlamentares e dos dirigentes da Educação Nacional não caia nesta tentação completamente em vão.

Gráfico I



Gráfico II


No levantamento bibliográfica realizada pelo Professor Fredric Litto, Presidente da ABED, a partir do consagrado livro de Thomas Russell, Professor da Universidade Estadual da Carolina do Norte (EUA), trata-se de uma meta-análise de mais de 350 estudos que comparam as duas abordagens: a conclusão que a maioria dos estudos mostra não haver diferença significativa dos resultados da aprendizagem quando um aluno estuda a distancia ou presencialmente: http://nosignificantdifference.wcet.info/index.asp

Ou seja, sugerir que a EAD necessita do apoio da educação presencial, simplesmente não corresponde com a literatura científica sobre o tema. Portanto, trata-se um argumento sofismático, alem do fato de que, a obrigatoriedade de aulas presenciais poderá encarecer os custos para o aluno.

O Artigo 207 da Constituição Brasileira, assegura às universidades plena autonomia acadêmica, administrativa, e financeira, dispensando a essa instituições "instruções" de como instruir.

Houve concordância entre as posições externadas pela CRUB e a ABED, e nenhum dos Senadores presentes, mostrou-se favorável à proposta contida no projeto de Lei."

Confira matéria com foto da Audiência aqui

FONTE: Informativo Digital da ABED,
358 - 07 de maio de 2009

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Congresso Internacional de Software Livre - BA

Dados dos Evento:
.
Datas:
28 - 29 de Maio de 2009
Local:
Universidade Estadual da Bahia – UNEB - Salvador - BA
Duração:
2 dias
.

O EVENTO

A Network Eventos com o apoio do do Governo do Estado da Bahia, através da SECTI – Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e patrocínio da Oracle, Serpro e Unisys, realizará o FREE SOFTWARE BAHIA 2009 – Congresso Internacional de Software Livre que tem por objetivo buscar incentivar o uso do software livre nas rotinas de trabalho e na administração de serviços em TI nos mais diversos setores.
Baseado na experiência do Free Software Rio 2008, a programação está dividida em painéis e palestras, onde cada um enfocará um aspecto relevante, sempre a partir de experiências já existentes, contando com a participação de atores locais e internacionais.

PROGRAMA PRELIMINAR – FREE SOFTWARE BAHIA 2009

1º dia – 28 de maio

08h30

Credenciamento

09h00

Cerimônia de Abertura

Lourisvaldo Valentim da Silva – Reitor da Universidade do Estado da Bahia confirmado
Jaques Wagner – Governador do Estado da Bahia*
Walter Pinheiro – Secretário de Planejamento do Estado da Bahia*
André Barbosa Filho – Assessor Especial da Casa Civil*
Ildes Ferreira – Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia – SECTI confirmado
Marcos Vinícius Mazoni – Diretor Presidente – SERPRO confirmado
Clarice Coppetti - Vice-Presidente de Tecnologia da Caixa Econômica Federal confirmada
José Luis Prola Salinas - Vice-Presidente de Tecnologia do Banco do Brasil confirmado

10h00

Mesa Redonda – “Políticas Públicas para Cidades Digitais Livres”

Mediador – Aguardando definição*
Presidente Serpro*
Maurílio de Abreu Monteiro – Secretário de Estado – Pará*
Ildes Ferreira – Secretário da Ciência, Tecnologia e Inovação – Bahia Confirmado
Aristides Monteiro – Secretário de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente – Pernambuco*
Ulisses Benedito de Paula – Presidente Emgetis – confirmado
Francisco Cipriano de Paula Segundo – Secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico - SEDEC - Rio Grande do Norte*
Francisco Jácome Sarmento – Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior – SECTMA/PB – Paraíba*

11h00

Intervalo

11h30

Painel 1 - "Compartilhamento e Desenvolvimento Cooperado no Setor Público"
Temas: Gestão metodológica / Ambiente WEB 2.0 / Frameworks para desenvolvimento / Modelos sustentáveis / Portais de compartilhamento existentes

Mediador: Representante COLIVRE

Palestrantes:
Mario Luis Teza - Gerente de Tecnologia da Dataprev confirmado
Gustavo Torres - SERPRO*
Paulo Maia da Costa – Gerente Nacional de Projetos de TI da Caixa Econômica Federal*
Cláudio Crossetti Dutra – Diretor de Tecnologia de Informação–CELEPAR - confirmado
Dilson José dos Santos – Coordenador de Responsabilidade Social e Cidadania – SERPRO. confirmado
Napoleão Lemos Filho – Diretor de Infra-Estrutura – PRODEB confirmado

13h00

Intervalo para Almoço

14h30

Painel 2 - "Software Livre para o Cidadão: Soluções Inovadoras no Serviço Público"

Mediador: Elias de Oliveira Sampaio – Diretor Presidente da PRODEB confirmado

Paulo Maia da Costa – Gerente Nacional de Projetos de TI da Caixa Econômica Federal*
Ulisses de Souza Penna – Gerente de Divisão da Diretoria de Tecnologia confirmado
Dilson José dos Santos – Coordenador de Responsabilidade Social e Cidadania – SERPRO - confirmado

15h30

Intervalo

16h00

Painel 3 - "Modernização da gestão pública e Software Livre"

Mediador: Marcos Mazoni – Diretor Presidente SERPRO Confirmado

Palestrantes:
Corinto Meffe - Gerente de Inovações Tecnológicas na Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação – SLTI Confirmado
Luis Felipe Costa - Mercado Público e 4CMBR - SLTI / MP Confirmado
Representante do Governo da Bahia*

17h00

Painel 4 – Novas Tecnologias Livres para TIC

Mediador: Sady Jacques – Comitê de implantação de Software Livre no Governo Federal – SERPRO - confirmado

Palestrantes:
ORACLE *
Ronaldo Abath – UNISYS confirmado
IBM*

18h00

Encerramento

FREE SOFTWARE BAHIA 2009 + 4º FESTIVAL DE SOFTWARE LIVRE BAHIA

2º dia - 29 de maio de 2009

09h00

Abertura do 4º Festival de Software Livre Bahia - Colivre confirmado

09h15

Painel 5 – Inclusão Digital e Software Livre (cases nacionais)

Mediador:Luis Claudio Mesquita - SERPRO*
Representante SECTI *

Debatedores:
Luis Antonio Carlos Santos Silva - Rede MOCAMBOS-Presidente da Casa de Cultura Tainá confirmado
Juca Ferreira - Ministro da Cultura *
Rúbia Carvalho - Coordenadora Executiva do Programa de Inclusão Sociodigital - CDC – Centro Digital de Cidadania – SECTI Bahia*

10h45

Painel 6 – Financiamento de projetos de Infra-estrutura de TIC para Estados e Municípios

Mediador: Érica Cristina Dórea Rossiter – Diretora de Fomentos às Tecnologia de Informação e Comunicação confirmada

Palestrantes:
Paulo Maia da Costa
– Gerente Nacional de Projetos de TI da Caixa Econômica Federal*
Augusto Gadelha - Secretário de Políticas de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia*
Heliomar Medeiros de Lima – Diretor do Dpto. de Serviço de Inclusão Digital da Secretaria de Telecomunicações – Ministério das Comunicações*

12h00

Visita a área de exposição / Intervalo de Almoço

14h00

Painel 7 – "Aplicação de Software de Livre para Municípios"

Mediador: Agostinho Rocha – Vice-Presidente de Soluções de Sistemas e Tecnologias – Unisys*

Palestrantes:
Napoleão Batista Lemos Filho – Diretor de Infra-estrutura Tecnológica – PRODEB Confirmado
Nailton Lantyer Filho – Presidente – COGEL*

15h00

Painel 8 - "Uso da Tecnologia Livre na Educação"

Carlos Alberto Senna de Lima – Diretor Executivo da International Syst / METASYS confirmado
Representante Colivre confirmado
Allan Edgard Silva Freitas - UFBA*
Luciano Porto Barreto – UFBA confirmado

16h00

Intervalo

16h30

Palestra Internacional

Mad dog Hall – Presidente da Linux Foundation (EUA)*

17h30

Encerramento

* Em processo de confirmação


Para informações e inscrições, acesse nosso site.


terça-feira, 5 de maio de 2009

O Brasil na Biblioteca Digital Mundial

A UNESCO lançou no dia 21 de abril, na sede da Organização, em Paris, a Biblioteca Digital Mundial, um site na internet que oferece materiais culturais únicos de bibliotecas e arquivos de todo o mundo, com acesso público e gratuito, sem restrições a esse material. Diversos países foram convidados a participar do projeto cedendo obras raras para serem digitalizadas e colocadas na rede. A Biblioteca Nacional brasileira, que tem o oitavo maior acervo do mundo e já foi elevada pela própria Unesco à categoria de Patrimônio da Humanidade, contribuiu, por exemplo, com a Coleção Thereza Christina, que reúne 42 álbuns e cerca de 1,2 mil fotografias antigas que pertenceram a dom Pedro II. Doou também 1,5 mil mapas dos séculos XVI a XVIII. A BDM tem sistemas de navegação e busca de documentos em sete línguas, entre elas o português, com conteúdo em vários outros idiomas. As ferramentas de busca facilitarão explorações transversais temporais e sobre cultura. Descrições de cada item e vídeos elaboradas por curadores especializados contextualizarão os conteúdos com o objetivo de incentivar o conhecimento sobre o patrimônio cultural de diferentes países. Os conteúdos da Biblioteca Digital incluem imagens de ossos de oráculos e epitáfios cedidas pela Biblioteca Nacional da China; manuscritos científicos árabes da Biblioteca e Arquivo Nacionais do Egito; fotos históricas da América Latina fornecidas pela Biblioteca Nacional do Brasil; o Hyakumanto Darani, publicação do ano 764 cedida pela Biblioteca Nacional do Japão; a famosa “Bíblia do Demônio” do século XIII, da Biblioteca Nacional da Suécia; e trabalhos de caligrafia árabe, persa e turca de coleções da Biblioteca do Congresso dos EUA. A proposta para a criação da Biblioteca Digital Mundial (BDM) foi feita a UNESCO pelo bibliotecário do Congresso Americano, James H. Billington, em 2005. As instituições que contribuíram com conteúdos e expertise incluem bibliotecas nacionais do Brasil, Egito, China, França, Iraque, Israel, Japão, Mali, México, Marrocos, Países Baixos, Qatar, Federação Russa, Arábia Saudita, Sérvia, Eslováquia, Suécia, Uganda, Reino Unido e Estados Unidos. Será realizada uma campanha para aumentar o número de países com instituições parceiras para 60 até o final do ano. Acesse o link.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Revista Textos de la Cibersociedade está na rede

Já está no ar o Número Especial +Interação, Internet e Saúde+ da Revista Textos de la Cibersociedade.
A revista pode ser acessada on-line em http://www.cibersociedad.net/textos/revista.php?num=16
O Número Especial foi publicado como resultado de um Convênio do Observatorio da Cibersociedad (OCS - www.cibersociedad.net) e o Icict/Fiocruz, através do Núcleo de Experimentação de Tecnologias Interativas (NEXT - www.next.fiocruz.br). A publicação deste numero é parte de um conjunto de iniciativas desenvolvida pelo Next e e OCS no sentido de constituição de um campo de reflexão sobre a incorporação das tecnologias interativas e a Internet as atividades relacionadas a saúde e uma rede internacional de pesquisadores nesta área. Apesar das novas tecnologias e a Internet apresentar um potencial muito amplo para a área de saude e permitir aumentar exponencialmente a interação e a informação na base do sistema de saude, isto não acontece em razão do desconhecimento da dinâmica destas tecnologias e das políticas de saude não conseguires assumir e incorporar as características particulares da Internet. A incorporação do usuário como agente no sistema de saúde exige novos hábitos culturais. É necessário repensar conceitos, técnicas, metodologias, e rever os próprios paradigmas da ciência, pois a Cultura da Era da Imprensa é radicalmente distinta da Cultura da Era da Internet. As dificuldades das pesquisas e das iniciativas que tentam desbravar este novo território estão relacionadas ao acompanhamento de um cenário em constante modificação e ao desenvolvimento de massa crítica necessária para que elas ganhem impulso. Foi esta consciência que levou a necessidade de construção de uma rede internacional de pesquisadores que trabalham com Internet e Saúde. Para concretizar esta rede, esta sendo criado um dispositivo de interação virtual (DIV) que ofereça a possibilidade de colaboração entre diferentes pesquisas e pesquisadores, o que levou a organização do NEXT, que é um laboratório do Icict e da Fiocruz. O NEXT é um dispositivo e ambiente virtual para produção teórica, troca de experiências, atividades de experimentação, formação e difusão de tecnologias interativas que tem como função sustentar práticas colaborativas na Internet de uma Rede Internacional de pesquisadores e usuários da área da Saúde. O Número Especial da Revista Textos foi lançado no evento +Next2009: um Convite a Colaboração+, em 29 de abril, onde tambem foram apresentados aos parceiros outros projetos, em particular o do Congresso de la Cibersociedad que se realizará na Internet em novembro deste ano. Cerca de 80 pessoas de diferentes instituiçoes da área de saude estiveram presentes e cerca de 200 assistiram o evento, pela Internet, na pagina do Next, como um ponto de partida para discussão de futuras colaborações. O evento foi transmitido pela TV Justin no site do Next (www.next.icict.fiocruz.br), onde pode ainda ser visto, e no site da OCS (www.cibersociedad.org.br). Pode ainda ser observado a partir de sua organização no wiki do evento (http://www.next.icict.fiocruz.br/wiki/index.php/Evento_next e no Tweeter do Next (nextfiocruz) ou atraves do RSS #next2009. Convidamos todos a conhecer a Revista e o projeto do NEXT Nilton Bahlis dos Santos Coordenador do NEXT e do numero especial da Revista Textos
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